quarta-feira, 2 de abril de 2014

Diretora faz doces e usa dinheiro para equipar escola com ar-condicionado


Só com o dinheiro da venda ao longo de 10 meses, ela comprou 13 centrais de que custaram R$ 36 mil. Tudo parcelado em 10 vezes.







Tem bom exemplo na educação. Em Macapá, a diretora de uma escola conseguiu equipar todas as salas com ar-condicionado, e não foi com dinheiro público. Ela botou a mão na massa.


O calor sempre foi um problema dentro da sala de aula. “Era difícil manter a concentração dos alunos, manter a concentração dos professores, escrever suando”, conta a professora Karen Cardoso.


“Tinha vez que a gente pedia para ir para o refeitório porque é mais ventilado. A gente pedia para estudar lá”, lembra o estudante Everton Pedrada.


A diretora da escola resolveu mudar essa realidade vendendo doces. “É muito rápido. É só colocar o trigo e a manteiga e fazer. Não tem outro ingrediente. Só trigo e manteiga”, diz Elba Dias.


Cada doce custa R$ 0,50. São vendidos cerca de 300 por dia. Só com o dinheiro da venda dos doces ao longo de 10 meses, a diretora comprou 13 centrais de ar-condicionado que custaram R$ 36 mil. Tudo parcelado em 10 vezes.


Dois meses antes de terminar de pagar as parcelas dos aparelhos de ar-condicionado, a professora fez uma nova dívida de quase R$ 40 mil. Desta vez, ela comprou 105 instrumentos musicais para formar a segunda maior banda marcial do estado.


“Agora já tenho outro débito, com a banda, quase o mesmo valor. Mas eu fiz porque eu confio que os alunos, a comunidade, os professores me ajudam a comprar. Até mães de alunos vem comprar os doces. Vendemos até para fora”, afirma Elba.


De acordo com a Coordenação Pedagógica da escola, a evasão escolar caiu 30% depois que os projetos sociais começaram.
Fonte G1

Lira Maia confessa ao Blogueiro Xarope: “Se não for vice, abandono a vida pública e vou me dedicar à família”


Lira Maia bateu um longo papo com Helenilson Pontes: tudo pode ter sido descuido
“O deputado federal Joaquim de Lira Maia quer usar o prestígio político que ainda possui para fortalecer candidaturas  em 2014”

Motivado pela corrida eleitoral que visa entre outros cargos eletivos majoritários o Palácio dos Despachos, sede do governo paraense, o federal Joaquim de Lira Maia, (DEM), rompe o silêncio e revela ao jornalista Hiromar Cardoso, titular do Blog do Xarope suas articulações para 2014. Entre outras declarações, ele revela: “meu nome está à disposição de qualquer partido, desde que eu participe de uma composição política como candidato a vice-governador, nada mais que isso”, disse ele.
O cacique político do DEM santareno, afastou qualquer especulação em ter usado na época a febre do Movimento Pró-Tapajós como trampolim político para o cargo de governador do Estado; “O que me motivava naquele momento era o sentimento pela região, não tentava ganância por cargos políticos futuros”, revelou Lira Maia.
Fato é que com mais de 60 anos de idade, Joaquim de Lira Maia acredita que já gozou de todas as benesses que a vida pública poderia proporcionar, e também já passou por muitas críticas, algumas contundentes, como desvios da Sespa e outros relacionadas a sua pessoa de homem público. Mesmo assim, acredita que como autêntico líder político regional, possui cacife suficiente para integrar uma chapa eleitoral, como vice-governador. Articulações não faltam, conforme ele confidenciou ao blogueiro Xarope: “Estou conversando com várias facções partidárias, mas ainda não fechei acordo com nenhuma delas”, sentenciou O cacique do Cipoal.
Perfil respeitável e uma avalanche de processos- Joaquim de Lira Maia que foi prefeito por dois mandatos, hoje é presidente do DEM e deputado federal cumprindo seus segundo mandato. Tido como uma das maiores lideranças políticas da região oeste do Pará, em contraste tem contra si o fato de estar respondendo a inúmeros processos públicos. Mas acredita que possui resistência política e ainda aguenta uma corrida eleitoral. Seu maior pesadelo tem sido a ajuda dada a eleição de Alexandre Von que não faz um bom governo em Santarém.

terça-feira, 25 de março de 2014

Marabaense perde a paciência com as operadoras de celular

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O sistema de telefonia móvel no Brasil vem deixando a desejar. Em Marabá, o usuário sente o problema na pele, todos os dias e já faz tempo. Não há quem não se desespere com a dificuldade de conseguir completar uma chamada. O marabaense já não aguenta mais.

Pior é que as empresas que “exploram” o setor parecem incompetentes para melhorar o sinal na cidade. Prova disso é que várias iniciativas têm sido tomadas neste sentido, mas os problemas só persistem.

Na quinta-feira passada, dia 20, quando a presidente Dilma Rousseff esteve em Marabá, a telefonia simplesmente “apagou”. Era preciso tentar até quatro vezes para conseguir completar uma ligaçãozinha local. Isso ocorreu muito provavelmente porque as linhas ficaram congestionadas naquele dia, em razão da vinda da presidente. Era muitas gente usando os parcos serviços das operadoras ao mesmo tempo.

Tem até uma operadora que não está mais cobrando tarifa para que o usuário tenha direito a deixar recado na caixa postal, como se, de certa forma, reconhecesse que é uma sacanagem colocar na conta do usuário uma falha do seu próprio sistema, pois muitas vezes o celular está ligado e, mesmo assim, as chamadas são direcionadas para a caixa de mensagens porque o sistema está estrangulado naquele momento.

E entre as medidas tomadas em Marabá estão ações movidas pelo Ministério Público, além de uma audiência pública já realizada na Câmara Municipal com representantes da VIVO; e outra audiência que será feita nesta quarta-feira (26), por representantes da CPI da Telefonia na Assembleia legislativa do Estado, aqui em Marabá.

Outra medida foi a criação de uma delegacia regional da Anacel – Associação Nacional de Consumidores de Energia Elétrica e Telecomunicações.

Para se ter uma ideia do tamanho do problema em Marabá, a entidade foi aberta no dia 11 deste mês e de lá para cá, já foram registradas 102 reclamações apenas contra a Vivo.

Entre as pessoas que reclamam está a dona de casa Domingas Pereira de Souza, residente no Bairro Liberdade. O problema enfrentado por ela vai além de não conseguir completar ligações, mas tem como raiz os problemas no sinal e falta de compromisso com o consumidor.

“Eu fiz uma recarga dia 21, às 3 horas da tarde, e até hoje não caíram os créditos no meu celular; já liguei várias vezes para a Vivo, aí eles me pediram várias informações e eu dei sempre; por último me pediram para eu ir num cyber escanear o comprovante e enviar; isso eu já fiz, mas eles nunca resolveram nada”, desabafa.

O delegado da ANACEL em Marabá, Jader dos Santos, confirma que casos como o da dona Domingas são comuns em Marabá, por isso, com base no Código de Defesa do Consumidor, é possível mover ação coletiva contra as empresas de telefonia.

“O próprio Artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor diz que no caso de péssima prestação de serviços, o consu8mnidor pode ser ressarcido dos danos, então já estamos fazendo uma ação coletiva contra as operadoras e quero fazer isso esta semana ainda, estou só juntando aqui uma quantidade X”, afirma Jader.

Mas o pior é que os problemas apresentados pelas empresas de telefonia móvel em Marabá não são pontuais. São gerais e passam principalmente pela falta de sinal, o que acarreta prejuízos para quase todos os clientes.

É o que explica o advogado Haroldo Silva Júnior. Quando era presidente da subseção local da OAB, ainda em 2011, Haroldo ingressou fez uma representação no Ministério Público, que gerou uma ação civil pública contra as empresas de telefonia móvel.

Ele relata que a constante falta de sinal é mãe de diversos problemas: “A gente deixa de fechar contrato, a gente deixa de comparecer a compromissos por causa do sistema de telefonia. Às vezes até informações que a gente tem que pegar imediatamente com o cliente para poder colocar na petição, nós deixamos de colher porque a gente não consegue falar por telefone”.



Medidas tentam sanar problemas

O coordenador local do PROCON, Ubiratan Sompré, já enviou à prefeitura o relatório das principais reclamações em Marabá, que deve ser divulgado em breve na página oficial do município. O documento revela que, depois da Celpa, são as empresas de telefonia celular os principais motivos de queixa do consumidor. “Providências já estão sendo tomadas pelos vereadores, pelo PROCON, Defensoria Pública e pelo Ministério Público, que já vai entrar com uma ação civil pública”, relata Sompré.

Nesta quarta-feira (26), três deputados estaduais que compõem a CPI da Telefonia estarão em Marabá para participar de audiência pública na Câmara Municipal com o objetivo de ouvir da comunidade local os problemas e transtornos decorrentes da má prestação de serviços das operadoras de telefonia Oi, TIM, Vivo e Claro no município.

A audiência será coordenada pela Câmara Municipal de Marabá, em parceria com a CPI da Telefonia da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). Foram convidados para a audiência, além dos deputados, os diretores das quatro operadoras de telefonia, Ordem dos Advogados do Brasil (Subseção de Marabá), Promotoria do Consumidor de Marabá, líderes comunitários, entre outras personalidades, entidades e instituições.

Para quem acompanha mais atentamente o assunto, o grande problema não está no simples fato de as empresas de telefonia oferecem mais do que dão conta de entregar, mas está na raiz disso: o monopólio, ou melhor – nesse caso –, o oligopólio.

Juntas, Vivo, TIM, Oi e Claro detêm 80,6% do mercado de celulares, estrangulando os concorrentes que não conseguem competir com os custos altos e os preços baixos ao cliente.



Empresas prometem melhorias

Quando esteve na Câmara Municipal de Marabá, explicando aos vereadores e à sociedade os motivos de tantos problemas no seu sistema, a VIVO disse, por meio de seus representantes, que tem uma estratégia para melhorar o atendimento em Marabá.

Essa estratégia consiste num projeto que está em execução que prevê o aumento em 60% da capacidade do site para melhorar o sinal de telefonia. A empresa acredita que com a ampliação do serviço, haverá melhor qualidade do sinal.

A previsão da empresa é instalar 16 novas antenas em vários pontos da cidade - a maioria novos bairros – para se juntar às 21 já existentes e que não estão dando conta da demanda atualmente.

Já a TIM informou que vem investindo constantemente na sua rede. Somente em 2014, a previsão é de que sejam investidos R$ 90 milhões no fortalecimento da sua rede no Pará. A operadora ainda entrega um dos mais importantes backbones do país, em mais uma etapa do processo de expansão e oferta de serviços com melhor qualidade em todo território nacional, e que beneficiará diretamente o estado.

“A Linha de Transmissão Amazonas ligará cidades do Pará, Amazonas e Amapá por fibra óptica, movimentando o investimento de aproximadamente R$ 200 milhões que, além de aumentar a capacidade de voz e dados, permitirá que a companhia saia de uma estrutura satelital para terrestre, utilizando torres de transmissão de energia elétrica.”

Ainda de acordo com a TIM, todo esse trabalho poderá ser acompanhado pelos clientes no site Portas Abertas (www.tim.com.br/portasabertas), iniciativa inédita da companhia no mercado de telecomunicações e que mostra aos consumidores – de forma didática e transparente – a evolução da rede da empresa e as ações de melhoria realizadas.

Fonte: Marabá Notícias

Receita Federal arrecada mais de R$ 700 milhões no Pará em fevereiro/2014

A arrecadação dos impostos e das contribuições federais alcançou, no Pará, o montante de R$ 700,7 milhões em fevereiro deste ano. Esse valor representa um crescimento nominal de 5,33% e real de -0,33%, se comparado ao mesmo período de 2013, quando a arrecadação, no estado, foi de R$ 665,3 milhões.
Já a participação do estado na composição da arrecadação da 2ª Região Fiscal, que é composta pelos estados do Norte, exceto Tocantins, no período acumulado, jan/fev/14 situou-se em 32,54%, contra 34,20% de jan/fev/13.
Composição da arrecadação
  • Por tributo
    Desse total, as maiores arrecadações ficaram por conta das receitas previdenciárias (R$  370,2 milhões), do COFINS (90,7 milhões) e do Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica (R$ 58,4 milhões).
    O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), também contribuíram positivamente para o resultado. O primeiro, arrecadou em fevereiro R$ 53,7 milhões e a segunda, R$ 33,7 milhões.  
  • Por unidade da Receita Federal
    A jurisdição da Delegacia da Receita Federal em Belém é responsável por R$ 499,3 milhões, do valor total arrecadado no Pará. Já a arrecadação da Delegacia da Receita Federal em Marabá atingiu o montante de R$ 109,9 milhões em fevereiro deste ano. Por sua vez, a Delegacia da Receita Federal em Santarém arrecadou R$ 81,6 milhões, no mesmo período. Para fechar a conta, as Alfândegas do Porto e do Aeroporto de Belém arrecadaram, respectivamente, R$ 9 milhões e R$ 792 mil,  no mês passado.

Com ajustes, Câmara tenta aprovar lei da internet

Depois de se reunir com lideranças da base aliada, relator diz que há consenso para votação do marco civil da internet nesta terça-feira. Bancada do PMDB, que não participou do encontro, define posição esta tarde

Luís Macedo/Ag. Câmara
Molon fez ajustes no texto para tentar garantir aprovação do projeto no plenário
A Câmara deverá retomar na tarde desta terça-feira (25) a discussão sobre o marco civil da internet, a partir das alterações feitas pelo relator, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), ao Projeto de Lei 2126/11, de autoria do Executivo. A expectativa é que a proposta seja votada ainda hoje.
“Dentro da base, há um consenso em torno da necessidade de se votar hoje o marco civil da internet, garantindo neutralidade da rede, privacidade dos usuários e liberdade de expressão”, disse Molon, logo após participar de reunião com líderes da base aliada.
Para viabilizar a votação, o governo concordou em fazer ajustes no texto após reuniões entre os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Ideli Salvatti (Secretaria de Relações Institucionais), líderes partidários, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e o próprio relator. Da reunião desta terça, com líderes da base aliada, não participou o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), principal opositor da proposta. O PMDB se reúne à tarde para discutir as alterações acolhidas pelo governo.
Na nova versão de seu relatório, Molon retira o item que remetia a definição da chamada neutralidade da rede a um decreto presidencial. A oposição criticava essa possibilidade de regulamentação, alegando que o governo poderia usar o decreto para distorcer o conceito.
Tido como o ponto mais polêmico do texto, a neutralidade de rede prevê que os usuários sejam tratados da mesma forma pelas empresas que gerenciam conteúdo e pelas que vendem o acesso à internet. Com isso, ficam proibidas a suspensão ou a diminuição de velocidade no acesso a determinados serviços e aplicativos e também a venda de pacotes segmentados.
Banco de dados
O relator também pretende mudar o ponto referente à retirada da obrigatoriedade de uso de data centers no Brasil pelas empresas para armazenar dados de navegação realizada no país. O governo aceitou que os dados possam ser armazenados no exterior, mas o acesso a eles por ordem judicial deve seguir as leis brasileiras.
Além do marco civil da internet, outros cinco projetos do Executivo com urgência constitucional trancam a pauta do plenário. Entre essas propostas, estão a que concede porte de armas para agentes penitenciários, a que estabelece cotas para negros em concursos públicos e a que transfere ao programa “Minha Casa, Minha Vida” a multa extra dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no caso de demissão sem justa causa.
Com informações da Agência Câmara

segunda-feira, 24 de março de 2014

Boatos surguem na Internet sobre a morte do Renato Aragão

Internautas estão compartilhando imagem se despedindo do Didi



Foto: Jornal Internacional/Reprodução
Foto: Jornal Internacional/Reprodução
Renato Aragão, de 79 anos, foi internado no hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro, no sábado (15). Ele teria passado mal após a festa da filha, na noite da sexta (14), com uma crise hipertensiva. Na quarta-feira (19) o comediante deixou o hospital, onde passou três dias. No último sábado (22) Renato voltou ao hospital Barra D'Or, para investigar a origem de uma febre que se manifestou durante a madrugada. Um exame de sangue constatou que ele está com infecção urinária.
Diante de todos os fatos, uma página foi criada noFacebook se despedindo do ator, uma imagem caiu na rede, onde internautas estão compartilhando e lamentando a morte do ator. O humorista Renato Aragão não faleceu, ele continua internado no hospital.


Renato se tornou famoso pelo humorístico Os Trapalhões que foi veiculado na Rede Tupi de Televisão aonde interpretava o personagem Didi Mocó. Os Trapalhões, deixou de ser produzido em 1995 após 18 anos de existência. O personagem, Didi, completou 50 anos em 2010. O ator foi nomeado embaixador da Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância. Além do trabalho na televisão, Renato Aragão já fez mais de 40 filmes.

Projeto revoga concessão de garimpo em Serra Pelada

O Projeto de Decreto Legislativo 1407/13, em tramitação na Câmara dos Deputados, revoga a concessão da lavra de ouro, paládio e platina no garimpo de Serra Pelada, em Curionópolis (PA), à empresa Serra Pelada – Companhia de Desenvolvimento Mineral. Para isso, a proposta anula a Portaria 514/10 do Ministério de Minas e Energia.
imagesCom a anulação dessa norma, segundo os autores do projeto, os direitos sobre a mina retornam para a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp).
Assinam o texto os deputados Domingos Dutra (SDD-MA), Arnaldo Jordy (PPS-PA), Sebastião Bala Rocha (SDD-AP), Zé Geraldo (PT-PA), Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA) e Giovanni Queiroz (PDT-PA).
Segundo os parlamentares, em 2007, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) concedeu o alvará 1.485 para a Coomigasp explorar diretamente o garimpo. A partir daí, conforme relatam, uma série de transações da diretoria da cooperativa com a empresa canadense Colossus culminou na perda de controle quase completa dos garimpeiros sobre Serra Pelada.
Inicialmente, as duas partes criaram a empresa Serra Pelada – Companhia de Desenvolvimento Mineral. Ainda em 2007, os diretores da cooperativa teriam assinado um contrato em que transferiam 51% do controle da mina aos canadenses, em troca de investimentos de R$ 6 milhões. Os garimpeiros também teriam participação nos resultados da lavra.
Mas, conforme os autores do projeto, à revelia dos garimpeiros, a diretoria da Coomigasp alterou o contrato e transferiu para a empresa do Canadá 75% do controle da mineração. Além disso, foi extinta a participação sobre os resultados.
Por fim, em 2010, o então ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, assinou a Portaria 514, outorgando à Serra Pelada – Companhia de Desenvolvimento Mineral a concessão para explorar a mina. “A portaria foi assinada sem o consentimento dos cooperados, que não participaram das novas regras com a empresa canadense”, dizem os parlamentares.
O projeto será analisado pelas comissões de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.
Fonte: Blog do Zedudu

Malásia admite que avião voou por horas após desaparecer

Primeiro-ministro do país afirmou que os sistemas de comunicação do Boeing 777 foram desligados "deliberadamente" por alguém dentro da aeronave

Familiares de passageiros do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de uma semana, reclamam da falta de informações e do modo como a situação tem sido conduzida - AP
 primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, admitiu neste sábado que os sistemas de comunicação do voo MH370 de Malaysia Airlines foram desligados de forma deliberada por alguém dentro da aeronave. O premiê confirmou também, com base em informações de radar e satélites, que o avião mudou de rota após perder o contato com os controladores e voou durante horas na direção oeste. O Boeing 777 com 239 pessoas a bordo desapareceu sobre o Mar da China há uma semana, quando voava de Kuala Lumpur para Pequim.



Ação deliberada  Apesar dos indícios de um sequestro, Razak evitou usar o termo e garantiu que a Malásia continua investigando “todas as possibilidades” do que pode ter causado o desvio no voo. “As autoridades voltaram a focar a investigação na tripulação e nos passageiros”, informou. "As evidências indicam para a ação deliberada de alguém no avião".

Segundo o primeiro-ministro, um satélite conseguiu captar sinais do avião sete horas após o seu desaparecimento – o Boeing tinha combustível para sete horas e meia de voo –, mas não foi capaz de determinar sua localização exata. Com base nesses dados, no entanto, investigadores estabeleceram duas regiões como possíveis locais onde a aeronave enviou seus últimos sinais: uma rota ao norte, que vai da fronteira entre Cazaquistão e Turcomenistão até o norte da Tailândia ou uma rota ao sul, que vai da Indonésia até o sul do Oceano Índico. "As buscas entraram em uma nova fase. Esperamos que esta nova informação nos aproxime de sua localização", declarou o primeiro-ministro.

Dados vazados – O pronunciamento de Razak acontece após críticas de que seu governo estaria lidando com o caso de forma incompetente e pouco transparente. Muitas das informações dadas pelo premiê já haviam sido vazadas para a imprensa americana nas últimas horas. Na sexta-feira, a rede CNN divulgou que agências de aviação dos Estados Unidos e da Malásia calculam que o voo pode ter seguido por duas rotas sobre o Oceano Índico, em regiões bastante afastadas do seu trajeto original, até cair.

Já o jornal The New York Times divulgou que investigadores afirmaram que o avião subiu para além da altitude permitida para seu modelo (Boeing 777) e que mudou de rota e de altitude mais de uma vez, de um modo que parece indicar que o aparelho ainda estava sendo comandado por um piloto.

De acordo com o NYT, a combinação entre mudanças de altitude e de curso pode ter diversas explicações, como um ato deliberado por parte de um piloto ou de um sequestrador ou até porque a aeronave passou a voar de maneira desordenada em razão de a tripulação ter ficado de alguma forma incapacitada.

O desaparecimento do Boeing 777

Fonte: agência Reuters

Cronologia do desaparecimento do voo MH370


Imagem obtida por autoridades do Vietnã revela um vazamento de óleo no oceano - mancha não tinha ligação com avião desaparecido
Além de levantarem hipóteses divergentes sobre o que teria acontecido com o avião, as autoridades envolvidas na busca pareciam não se entender durante a operação de salvamento. Oficias do Vietnã disseram que haviam encontrado destroços no meio do oceano, mas representantes da Malásianegaram a informação. Os vietnamitas voltaram a declarar que um objeto amarelo, semelhante a um bote, tinha sido localizado por suas patrulhas. Mas, novamente, a Malásia descartou a veracidade da informação. Frente à dificuldade em fornecer respostas concretas às famílias dos desaparecidos, o governo chinês cobrou da Malásia um posicionamento imediato sobre o incidente, o que irritou as autoridades do país envolvidas nas buscas. Uma mancha de óleo também foi avistada no mar, mas não tinha relação alguma com a aeronave.

(Com agência EFE)